Julho, 2026 - Edição 313
Educador Arnaldo Niskier e a poesia
Octavio Paz observou,
que a “a poesia não é sentida,
se diz. Ou melhor, a maneira própria de sentir a poesia
é dizê-la”. E Arnaldo Niskier,
como os gregos, reconhece
o poder mágico das musas e
sabe dizer quando é o sonho
que explica.
E o seu “quase” na
modéstia, quando diz sentir, expressa na sensibilidade da inteligência a precisão da palavra, buscando
educar a alma. Pois, Arnaldo
Niskier, além de eminente
educador, é imortal da Casa
de Machado e da Academia
Carioca de Letras, não se contentando em ensinar, mas de
viver dizendo que a vocação
da palavra não se exaure no
educador, quer e vai em voo
atrás da “luz na miragem e
vive ao sol de alguma estrela”. E não só. Cultiva o amor
a Ruth, sua família, os netos, as bisnetas, o esportista que foi e seu clube, o
América.
Sua poesia é simples como a água que corre e não esquece de amadurecer com “a felicidade que nos convence a continuar”. Ao bendizer a luz,
bendiz a vida.
O crítico que se debruçou sobre Machado de Assis é o jornalista que
mantém, perseverante, além das vicissitudes, o Jornal de Letras, como voz que
não se cala, sob o gosto de conquistada paz. E se a imagem se justifica no mistério, sua poesia revela o assombro diante do cotidiano, não se arredando de
procurar o sentido das coisas e do mundo.
O poema que se segue foi escolhido pelo próprio autor e faz parte
do livro Quase Poesia, (Edições Consultor), uma coletânea de poemas inéditos do jornalista e escritor, o
acadêmico Arnaldo Niskier,
escritos ao longo dos últimos
anos, lançado em comemoração de seus 90 anos.