O livro, Projeto de Máquinas de Fluxo – Tomo I: Base Teórica e Experimental, de Zulcy de Souza, editora Interciência, aborda a teoria que fundamentam os cálculos hidro e aerodinâmico das Máquinas de Fluxos. O autor colocou nas 180 páginas as hipóteses sobre os fluidos em escoamento e como eles são obtidos a partir dos cinco princípios da mecânica: os conservativos da massa, energia, quantidade de movimento, momento da quantidade de movimento e o não conservativo da degradação da energia. Com estes princípios e hipóteses sobre fluído em escoamento são obtidas equações, particularmente a de Euler para as Máquinas de Fluxo, expressões e coeficientes que aplicados permitem obter, dentro de limitações, o caminho hidráulico do escoamento e os esforços sobre o mesmo, o que permitirá disponibilizar um primeiro traçado em escala da Máquina de Fluxo em estudo com quantificação de dimensões. O volume também mostra como a Mecânica dos Fluídos Computacional pode ser utilizada para, em tese, quantificar, analisar e aperfeiçoar a distribuição das velocidades, das pressões, dos materiais utilizados e das forças delas oriundas sobre os limites do caminho hidráulico em todo seu campo operacional. Vem até mesmo propor formas de otimização para a Máquina de Fluxo em estudo.
Lembranças
É do dia a dia de Minas e do mundo – de “futebol e cinema, de canções e poesia” – que trata o novo livro de Ronaldo Werneck, Há controvérsias 2 – com mais de 500 páginas, todo ilustrado –, dando continuidade às crônicas do livro Há Controvérsias 1, lançado em 2009 pela Editora Artepaubrasil. São textos (vários inéditos) publicados a partir de 2003 na coluna Há controvérsias, que o poeta e escritor mineiro assina nos jornais Cataguases e O Liberal, de Cabo Verde, e nos blogs Cronópios, Contra o Vento e Ronaldo Werneck/Há controvérsias. “E pergunto, em quieta abstração, em que consiste a estilística de Ronaldo Werneck” – escreve a poeta mineira Lina Tâmega Peixoto, no prefácio de Há ccontrovérsias 2. “Talvez, a habilidade de jogar com as palavras, uma provocação lúdica às formas verbais para alcançar uma linguagem delirantemente estética. Ou o emprego de leves palhas de humor e doce ironia. (...) Tudo servindo à construção das tensões do processo de interpretar as beiradas da vida e do mundo, a delicada e conflituosa experiência da criação, o talento com que Ronaldo Werneck empunha e manobra a beleza, intelectualmente fabricada.” Há controvérsias 2 de Ronaldo Werneck, Editora Artepaubrasil com orelhas do escritor e dramaturgo português Cunha de Leiradella.
Recolta de Erico Verissimo
Este livro resulta de um expressivo esforço de pesquisa do Projeto A constituição do campo literário: interações Portugal/Brasil, da Capes brasileira e do Gripes português, cujo objetivo principal é mapear os contatos nas áreas de produção e recepção da literatura dos dois países, a partir do século XIX, de modo a configurar perfis desse campo literário. Para a sua realização concorreram Maria Aparecida Ribeiro, do Instituto de Estudos Brasileiros da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, que coletou todas as notícias publicadas em jornais portugueses sobre essa estada de Erico Verissimo no País de Eça de Queirós, e Luciana Haesbaert Balbueno, que o estruturou em forma de livro e o suplementou com dados do Acervo Literário de Erico Verissimo. Proporciona um útil material de estudo da recepção de um autor brasileiro num país estrangeiro, além de sugerir alternativas de trabalho com fontes primárias. Representa este livro o resultado do intercâmbio da Universidade de Coimbra e o Programa de Pós-Graduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Erico Verissimo em terras de Portugal – A viagem de 1959 de Maria Aparecida Ribeiro e Luciana Haesbaert Balbueno, da Edipucrus, compõe a Coleção Memória das Letras.
Histórias do dia a dia
À sombra do cipreste de Menalton Braff, depois de ter permanecido esgotado por pouco mais de cinco anos, volta às livrarias com o selo da Global Editora. O livro traz 18 contos, pequenas histórias bem urdidas, onde o autor dissipa temas e per-sonagens saídos do dia a dia, gente que encon-tramos no trabalho, na rua, entre familiares e ami-gos mais próximos, que carregam junto de si se-gredos e dilemas. Os perfis desses personagens e situações servem como base para os textos apre-sentados na obra. Para essa edição que acaba de ser lançada, Menalton Braff preferiu não alterar nada do texto original, diferentemente do que fazem outros autores. “Se tiver que trabalhar para reescrever um conto, então faço um novo”, diz.
A título de exemplo, temos um dos contos em que Braff exprime a vida de um casal cujo amor se esvaiu, transformando-se em uma simples coisa vazia. Sintéticos e densos, os contos de Braff, ex-professor de Letras, firmam o que o saudoso escritor Moacyr Scliar afirmava ao escrever a orelha das primeiras edições da obra: “Não tenham dúvidas os leitores: estamos diante de um notável contista. São textos muito curtos, mas carregados de intensidade dramática: aquelas situações-limite em que o ser humano se vê cotejado com sua realidade externa e interna.”
Superação
Não é preciso ser amante do ciclismo ou fanático por atividades esportivas para se emocionar ao folhear as páginas de Lance Armstrong – muito mais do que um ciclista campeão. Escrita pela americana Sally Jenkins, colunista esportiva e colaboradora do The Washington Post, a biografia do atleta chega ao Brasil pela Editora Seoman e revela a comovente trajetória do ciclista americano, sete vezes campeão da prova ciclística mais tradicional e importante do planeta, o Tour de France. A verdadeira vitória é outra, bem mais desafiadora e louvável: aos 25 anos Lance venceu um câncer que atingiu seus tes-tículos, pulmão e cérebro e tornou-se exemplo. As reações à descoberta da doença, as dificuldades em aceitar a nova e dolorida fase e as rotinas exigidas pelos tratamentos dos três tumores, que pareciam implacáveis, estão detalhadamente registradas no livro. As páginas de Lance Armstrong – muito mais do que um ciclista campeão, reúnem doses de de-terminação, liderança, comprometimento, características fundamentais tanto para que Lance fosse campeão nas corridas quando para que vencesse a dura batalha contra o câncer. O livro traz fotos da infância, da adolescência e da carreira do campeão, assim como, imagens de sua vida pessoal, de seu casamento e de sua recuperação.
Tragédia anunciada
Do Gulliver ao Campestre – sofreguidão e desabafo de Nelson Coelho (Ideia Editora), expõe com riqueza de detalhes os mais fortes episódios da política estadual enfocando bastidores do tiro do ex-governador Ronaldo Cunha Lima no ex-governador Tarcísio Burity, além da crise no Clube Campestre e a Convenção histórica do PMDB quando se consolidou o racha entre o líder campinense e o ex-governador José Maranhão. O autor revela que em muitos acontecimentos, esteve presente como repórter. No livro, Nelson Coelho traz inúmeros depoimentos exclusivos sobre todos os importantes fatos políticos incluindo relatos do ex-governador Ronaldo Cunha Lima sobre o episódio do Gulliver, a participação do atual senador Cicero Lucena, do ex-deputado Gilvan Freire, além do diálogo entre o advogado e hoje Juiz Fabiano de Moura com o ex-governador Burity e a ex-primeira Dama, Glauce Cunha Lima, para que Burity perdoasse Ronaldo. O livro Do Gulliver ao Campestre – sofreguidão e desabafo, conta com diagramação de Magno Nicolau, capa de Milton Nóbrega, prefácio do jornalista Helder Moura, orelha de Josinaldo Malaquias e traz na sua iconografia fotos da solenidade de entrega da Medalha João Ribeiro a Nelson Coelho na Academia Brasileira de Letras em 8 de outubro de 2009.